AESP e Pefoce promovem curso de identificação de documentos falsos

5 de maio de 2026 - 17:01 # # #

Texto: Ascom Aesp
Imagens: Ascom Pefoce

À primeira vista, uma assinatura comum em um papel padrão. Mas, em uma análise mais atenta, um detalhe quase invisível pode ser o que separa um cidadão comum de um criminoso. O que parece verdadeiro para olhos leigos pode esconder indícios detectáveis apenas por técnicas específicas.

Com esse foco, a Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp/CE), em parceria com a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), iniciou, nesta segunda-feira (4), o Curso de Prevenção, Detecção e Investigação de Fraude na Identificação Civil.

Com carga horária de 40 horas-aula, a formação é voltada à identificação de fraudes documentais. Durante o curso, profissionais da segurança pública são capacitados para atuar de forma integrada na prevenção, detecção e repressão de falsificações de documentos e de identidade. A capacitação também aborda os processos de identificação civil, os tipos de fraude e os procedimentos investigatórios relacionados a crimes de falsidade ideológica e documental.

A falsidade ideológica ocorre quando o documento é autêntico, mas contém informações falsas, como no caso de uso indevido de dados de terceiros. Já na falsidade documental, o próprio documento é adulterado, independentemente da veracidade das informações nele contidas.

Compreender essas diferenças é fundamental para o andamento das investigações, inclusive na localização de pessoas desaparecidas ou procuradas pela Justiça. Para a coordenadora da formação e orientadora da Célula de Apoio Acadêmico de Perícia da Aesp, Juscelita Alves, a iniciativa contribui para o aprimoramento técnico da perícia. “Unindo teoria e prática, com foco na coleta de dados, simulações de casos e melhoria do fluxo de comunicação entre as instituições, essa formação busca capacitar profissionais da segurança pública para investigar fraudes na identificação civil. Combater essas fraudes dificulta a prática de crimes, protege dados dos cidadãos e assegura a correta responsabilização penal. Além disso, fortalece a garantia de direitos fundamentais, como cidadania e dignidade”, destaca.