Do vestígio à prova: Aesp fortalece uso do DNA na investigação de crimes
5 de maio de 2026 - 16:48 #aesp #DNA #Pefoce
Texto: Ascom Aesp
Imagens: Ascom Pefoce

Pode até lembrar cenas de séries investigativas, mas a coleta de DNA na vida real exige precisão técnica, conhecimento jurídico e rigor científico. Com esse foco, a Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp/CE), em parceria com a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), promove o Curso de Gestão da Coleta de DNA em Condenados: Fundamentos Legais, Procedimentos Operacionais e Análise Laboratorial (Turma I / 2026).
A formação acontece entre os dias 4 e 7 de maio, com carga horária de 40 horas-aula. Participam policiais civis, policiais penais e servidores da perícia, que aprofundam conhecimentos sobre a legislação, os fluxos de coleta e o funcionamento das atividades que integram a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). O objetivo é qualificar essas equipes para atuar com segurança e eficiência no gerenciamento da coleta de DNA em condenados.

Antes de chegar ao laboratório ou integrar bancos de dados, o DNA passa por uma etapa decisiva: a coleta. É nesse momento que qualquer falha pode comprometer todo o processo.
Durante a capacitação, os participantes vivenciam situações práticas que simulam a rotina da perícia. Com o uso de swabs bucais, aprendem não apenas a coletar, mas também a preservar, identificar e rastrear cada amostra, garantindo sua integridade. A ação faz parte das atividades desenvolvidas pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, responsável por reunir e cruzar dados genéticos que auxiliam na identificação criminal e na elucidação de casos.
“Esse material é coletado conforme previsto em lei, depois passa por análise e é inserido em um banco de dados. A partir disso, é possível cruzar informações e identificar a ligação com crimes ainda não solucionados. É uma ferramenta importante que contribui diretamente para a justiça”, explica o coordenador do curso e perito criminal Túlio Oliveira.
