CATS capacita interventores para atuação integrada em casos de tentativa de suicídio

30 de janeiro de 2026 - 10:28 #

A Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp/CE) realiza o Curso de Atendimento à Tentativa de Suicídio (CATS/2026 – Turma I) com foco na preservação da vida e na atuação integrada das forças de segurança. A capacitação ocorre na modalidade presencial e reúne profissionais de diferentes instituições da segurança pública.

O curso tem como objetivo formar interventores para atuarem de forma conjunta e coordenada em ocorrências de tentativa de suicídio, utilizando o Sistema de Comando de Incidentes (SCI) e a Intervenção Baseada em Escuta e Diálogo (IBED). A capacitação também busca fortalecer ações de prevenção ao suicídio dentro das instituições.

     

Durante as atividades, os alunos participam de aulas teóricas e práticas que abordam temas como suicidologia, escuta qualificada, aspectos jurídicos, imobilização humana, técnicas de rapel e simulados operacionais. Uma das disciplinas é voltada ao atendimento em altura, preparando os profissionais para ocorrências em locais elevados.

Segundo o 2º sargento Juliano, instrutor da Aesp/CE, a disciplina prática tem papel fundamental na formação. “Aqui estamos na disciplina de altura, que é voltada para uma adaptação para pessoas que vão atuar no atendimento em locais elevados e utilizamos técnica de rapel”, explicou.

     

O curso reúne profissionais de diferentes forças, fortalecendo a integração entre as instituições. Pela primeira vez participaram servidores do Seas (Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo) e da Polícia Civil do Estado de Goiás. Para o tenente Lages, psicólogo da Polícia Militar do Ceará e aluno do CATS, essa troca é essencial para a atuação qualificada. “A Aesp tem um papel fundamental ao fomentar a formação continuada dos agentes da segurança pública com foco na preservação da vida. Aqui temos representantes da PM, dos Bombeiros, da Polícia Civil e até de outros estados. O objetivo é construir um repertório comum, para que todos falem a mesma linguagem”, destacou.